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3 perguntas para você refletir em que fila você está.

3 perguntas para você refletir em que fila você está.

pensamento crítico está entre as 10 habilidades do profissional do futuro citados no WEF – Word Economic Forum  - Buscando compreender quais habilidades seriam fundamentais para prosperar no mercado de trabalho do futuro, o WEF questionou especialistas em recursos humanos e em gestão estratégica das maiores empresas do mundo para chegarem a esse resultado.

O que é pensamento crítico?

Gostei da explicação da Ana Lucia Santana, mestre em Teoria Literária pela USP,

“O pensamento crítico baseia-se no estudo pormenorizado e na estimativa substanciosa dos argumentos, particularmente aqueles que o grupo social acredita serem autênticos no cenário do dia-a-dia. Este parecer é concretizado especialmente por meio da reflexão, da vivência, da argumentação ou da metodologia adotada pela Ciência.
Este pensamento demanda nitidez, exatidão, igualdade e indícios, uma vez que tem como meta impedir que se recorra às visões pessoais. Assim considerado, ele está ligado à dúvida permanente e à percepção das simulações. Por meio desta prática o sujeito invoca os elementos cognitivos e o intelecto para atingir uma postura aceitável e compreensível acerca de uma dada proposição.”

Isso é exatamente o oposto do “pensamento automático”, que usamos com mais frequência, principalmente para decisões rápidas e de baixo risco.

1ª pergunta: O que o pensamento crítico tem a ver com o marketing?

Nós vivemos em um mundo complexo, de muita informação. A tecnologia avança rapidamente, as coisas mudam frequentemente mas o fato é que essas mudanças não ocorrem repentinamente, elas dão sinais.

Logo, se você não tem pensamento crítico, não entende o seu negócio, não entende a complexidade do seu mercado, você não vai conseguir ver esses sinas, então, não existe marketing.

2ª pergunta: Você tem visão de complexidade?

Como disse Martha Gabriel "Para você ter essa visão, tem que usar tecnologia". Esse é um ponto indubitável. Se sua empresa não passou por uma transformação digital, você não vai ter essa visão da complexidade que vivemos, e também tem que mapear processos e claro, pensamento crítico. Aliás, sem ele você não vai conseguir nem entender o que fazer com a tecnologia ou mesmo criar processos.

3ª pergunta: Você olha muito para o que os outros estão fazendo, buscando copiá-los?

A maioria dos profissionais/empresas não tentam entender onde está o problema, não buscam estudar a complexidade do ambiente do seu negócio, o que eles fazem é procurar as “mentiras confortáveis”.

O que isso significa: Ao invés de fazer uma estratégia pensando no seu negócio e no que vai gerar um melhor resultado para a sua empresa ou fazer uma inovação de verdade, elas copiam os outros.

Veem o que os outros estão fazendo, acham legal e querem fazer igual. Sabe o que é mais estranho? é que esses profissionais/empresas nem sabem se aquilo que os outros fizeram deu certo, se gerou algum resultado efetivamente.

Vejo empresários falando: “eu quero fazer uma postagem desse jeito”, aí me manda a postagem do concorrente.

Então eu pergunto: Por que você quer uma postagem assim?

Ele responde: Porque achei legal, bonita.

Tá cheio de gente vendendo soluções milagrosas “se você fizer isso, você vai ter muito sucesso”; “se você usar o instagram e fizer 3 postagens semanais vai dar certo para o seu negócio”; “se você colocar mais vídeos do que fotos, você vai ganhar um monte de seguidores”; "entre na rede social x"; “venda rápido e ganhe muito dinheiro”; "Faça como muitas empresas" ... and so on

Esquece!!! Não importa o que o outro tem, ou o resultado do outro, se é que ele teve resultado. Se ele investiu um milhão no google para ter o resultado que teve, e aí, o que você vai fazer? Você pensa: Vamos colocar um pouquinho só da verba, assim a gente tem um pouquinho do resultado que ele teve, certo? Não, errado.

Desculpe-me por essa “verdade inconveniente”.

Copiar (com ética, claro) não é ruim, não é isso que estou dizendo, boas práticas de mercado são sim copiadas, o que a gente chama inclusive de bechmarking. Mas a relação está em entender o seu negócio e seu objetivo e então adaptar a estratégia. O crescimento da sua empresa tem que ser sustentável e tem vários fatores que são importantes para a sua empresa, inclusive a permanência dela no mercado.

Outra verdade inconveniente: tente pensar em longo prazo também, faz bem para você e para o seu negócio ;).

O que eu espero sinceramente com isso é buscar uma reflexão, que a gente consiga enxergar o que realmente faz diferença para o seu negócio, em termos de marketing, e fugir das “mentiras confortáveis”.

Nós temos vários vieses cognitivos, um deles, que todo ser humano tem, então eu e você temos, chama-se: viés de confirmação.

Estamos sobrecarregados de informação, até aí tudo bem, mas quando a gente se depara com um problema, nós vamos buscar informações para solucionar esse problema, mas diversamente de buscar várias informações e ativar nosso pensamento crítico, naturalmente começamos a desprezar o que não nos interessa e vamos atrás apenas daquelas que confirmam nosso pensamento. Por isso, em tempos de data mining, não adianta termos um monte de dados (informações) se tivermos o viés, vamos buscar aqueles que confirmem o que queremos e não o que precisamos. Entendeu?

Se você é acostumado a copiar o que os outros fazem, dificilmente você vai inovar. Inovar agrega valor e traz resultados. Pense nisso.

Vou finalizar com uma frase de Peter Drucker. Quem já fez consultoria comigo, assistiu uma palestra ou uma aula minha com certeza já leu essa frase, pois ela é o kick off da minha linha de pensamento.

Marketing e Inovação são as únicas funções de uma empresa. Fazemos marketing para sermos competitivos e relevantes para o consumidor e inovamos para nos diferenciarmos dos nossos concorrentes.”

Marketing na Era Digital
Melina Tandaya
Melina Tandaya Seguir

Consultora de marketing que tenho como objetivo contribuir para que pessoas e empresas entendam o que é MKT e a sua importância, e ajudo empresas a terem um propósito maior. Uma aprendiz acadêmica.

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