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7 lições para a criação de comunidades para startups

7 lições para a criação de comunidades para startups

Criar e desenvolver uma comunidade para uma startup requer muito trabalho e dedicação ao longo do tempo. São estratégias, planejamentos e ações que devem ser feitas para que ela cresça, ganhe novos integrantes e gere bons resultados.

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Mesmo que esta ainda seja uma tendência em desenvolvimento, já se pode notar algumas boas práticas que devem ser tomadas como exemplo por aqueles que desejam começar este projeto.

Se feito da maneira certa, é possível estabelecer uma ótima relação com o seu público e transformar seus clientes e fãs em uma comunidade online de verdade. E esse conceito combina perfeitamente com uma startup, que muitas vezes começa pequena e, com o tempo, se torna gigante e pronta para conquistar o mundo.

Comunidades e startups

Ter uma boa estratégia de marketing faz parte da trilha de sucesso de toda startup, seja qual for o segmento de atuação dela. Para ter sucesso é preciso ter atenção ao que está acontecendo no mercado e sempre ficar de olho nas principais tendências da área.

Quem está por dentro do tema comunidade já sabe do poder das comunidades de marca e como elas podem fazer uma grande diferença para as empresas, consumidores, admiradores e seguidores.

Por mais que uma startup não deixe de ser uma empresa, este tipo de companhia possui algumas características especiais que podem ser percebidas em vários momentos, incluindo na gestão de uma comunidade online.

Lições na construção de comunidades para startups

Temos bons exemplos de comunidades de marcas que comprovadamente geram ótimos resultados. Mas já é possível aprender também observando o que algumas startups estão fazendo nessa área e ver como outras podem seguir esses passos.

Quem entende muito desse assunto é Bailey Richardson. Ela é especialista na criação e desenvolvimento de comunidades online e já trabalhou neste setor dentro do Instagram.

Ela fala sobre o poder que uma comunidade pode ter, mas que para isso é preciso trilhar um longo caminho. Um exemplo usado por Bailey é que uma comunidade online é como um fogo: ele precisa de certos ingredientes e que as coisas sejam feitas em determinada ordem para que uma forte chama se acenda.

A seguir vamos conferir algumas lições apresentadas pela expert sobre a criação de comunidades para startups. Vamos lá!

1 - Crie uma comunidade de verdade e não só no nome

Um erro muito comum que tem sido cometido atualmente é o uso indiscriminado da palavra comunidade, mesmo quando não há nenhuma. Isso faz com que muitas empresas chamem os clientes dessa forma, ainda que não exista uma comunidade propriamente dita.

Comunidades de verdade são formadas simplesmente quando pessoas se reúnem em torno de um interesse em comum, e não apenas quando elas seguem determinada empresa em uma rede social.

Cabe à startup identificar quais são os consumidores mais apaixonados, reuní-los e começar a criação de um ambiente que proporcione a interação e a troca de informações entre os membros.

Tenha em mente que uma comunidade é formada pelas pessoas, e não para elas.

Dar este poder aos integrantes de uma comunidade é o que torna ela tão especial e única. Isso requer uma conexão real dos participantes com o ambiente e o resto do grupo, e isso não surge da noite para o dia. 

Com o tempo, mais e mais pessoas irão entrar voluntariamente para a comunidade e ela irá crescer gradualmente.

2 - Encontre seus 100 fãs e esqueça a escalada

Escalar é um termo que 10 entre 10 startups costuma pensar quando está trabalhando, dormindo, comendo, fazendo… enfim, deu pra entender como essa palavra é importante para a cultura deste tipo de empresa.

Mas deixa eu te contar uma coisa: nem sempre precisa ser assim.

Uma comunidade online criada por uma startup não precisa seguir os mesmos passos da nave-mãe o tempo todo, principalmente quando estamos falando de crescimento.

Uma comunidade online é como um fogo: ele precisa de certos ingredientes e que as coisas sejam feitas em determinada ordem para que uma forte chama se acenda

Comece encontrando 100 pessoas que sejam engajadas e acreditem no seu propósito. O número é aproximado, mas a partir dessa quantidade de pessoas já é possível formar um grupo de gente interessada naquele assunto em comum que também faz sentido para a startup e que estão dispostas a fazer parte de uma comunidade.

Para isso, procure o contato mais humano possível. Mande e-mails personalizados, mensagens por WhatsApp ou até mande uma DM pelo Instagram. Mostre que você realmente se importa com cada pessoa que está sendo convidada e que ela é, individualmente, significativa para a comunidade que está começando.

3 - Não existe uma Lei Universal das Comunidades

Muita gente está em busca de fórmulas mágicas para resolver os problemas. Mas assim como a varinha de condão, elas não existem.

Mesmo que uma empresa concorrente seja muito parecida com a sua, tenha os mesmos objetivos que os seus e também esteja desenvolvendo uma comunidade, não significa que as estratégias feitas por ela darão certo para você.

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Cada comunidade, startup e cliente é único e isso deve ser respeitado e cultivado. Valorizar as diferenças não deve ser apenas um lema bonito de um discurso, deve ser colocado em prática também nesse momento.

Uma comunidade deve respeitar as características da startup e do público dela. Isso quer dizer que é preciso encontrar o seu próprio tom e definir os rumos da sua comunidade com base na sua vivência diária. Claro que sempre é bom observar bons exemplos, mas não significa que eles devam ser seguidos à risca.

Veja como os outros estão fazendo, pegue o que fizer sentido para a sua comunidade e adapte às suas necessidades.

4 - Seja repetitivo e proponha ações para os novatos

Há um contrassenso quando falamos de comunidades para startups. Em geral, as empresas são super preocupadas com a retenção de clientes, mas o mesmo não ocorre na hora de criar um espaço colaborativo para os clientes.

Quando uma pessoa entra na comunidade é necessário entender qual a razão dela ter tomado essa decisão e o que vai fazer com que ela permaneça ali dentro. 

Mas atenção: isso deve ser feito sempre, não apenas no começo.

Essa tarefa deve ser feita pelo gestor de comunidade constantemente, da mesma forma que uma startup sempre avalia a retenção de clientes e quais motivos levam alguém a ficar ou deixar de ser consumidor.

Cultivar esse hábito irá fazer com que eventuais deslizes sejam percebidos e se possa corrigir a rota, sempre que necessário. Mesmo que as coisas não caminhem conforme o planejado, solucionar os problemas que aparecem ao longo do trajeto irá tornar mais fácil o crescimento da comunidade e vai fazer com que o projeto tenha mais sucesso.

Veja algumas dicas para manter seus novos participantes interessados na comunidade:

  1. Defina propósitos

  2. Incentive a participação

  3. Repita as ações anteriores

5 - Dê o protagonismo (e o controle) para seu público

Um erro muito comum quando falamos de uma comunidade de marca é ela funcionar apenas para falar sobre as coisas da empresa e de interesse dela. Infelizmente muitas startups cometem esse erro também.

Um dos segredos do sucesso de uma comunidade para startups é dar espaço para que o público possa se manifestar e falar não apenas sobre a empresa e o que ela faz. Mas também sobre temas relacionados aos produtos ou serviços oferecidos, ideias sobre o assunto, como aquilo afeta a vida das pessoas, etc.

Lembre-se que a comunidade não é sobre a sua empresa, é sobre o seu público ao redor dela.

Uma comunidade é feita com as pessoas que estão nela, por isso é importante entender que elas também possuem um papel de decisão sobre as ações da plataforma. Muitas vezes é necessário abrir mão de parte do controle da comunidade para poder colher os frutos desse projeto, principalmente quando ela for crescendo e ganhando uma cara própria.

6 - Escute o que os participantes dizem

Saber usar o feedback dos membros de uma comunidade é uma importante ferramenta para o crescimento dela. Afinal de contas, ninguém melhor para dizer como este espaço funciona do que aqueles que estão ali dentro.

Grandes startups, e que realmente se preocupam com os clientes, aprendem a melhorar a atuação ouvindo a opinião de quem consome o que elas oferecem. Isso pode ser aplicado também para as comunidades.

Escute e realmente procure entender o que os participantes pensam, o que eles querem que melhore e o que não gostam. Tenha curiosidade sobre a sua comunidade e as pessoas que fazem parte dela. Se for necessário, vá atrás e pergunte. O que não vale é ficar parado esperando alguém vir contar, pois aí pode ser tarde demais.

Mas vá com calma na hora das mudanças. Se por um lado é possível errar por não fazer nada, por outro vemos que alguns erram por fazer coisas demais.

Todas as demandas, reclamações e sugestões dos seus clientes devem ser recebidas, analisadas e estudadas, mas nem todas precisam ser colocadas em prática. Uma capacidade crucial para um gerente de comunidade é entender quais são as maiores prioridades do público e conciliar com os interesses da startup. O equilíbrio entre os dois é sempre a melhor solução na maioria dos casos.

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Isso é importante pois muitas vezes 1% da comunidade pode fazer um grande barulho por algo que os outros 99% não se importam ou não querem. O segredo aqui é fazer um filtro de qualidade na hora de receber o feedback e tomar qualquer ação na plataforma.

7 - Tenha pessoas cuidando da comunidade e conheça seu público

Por mais que o CEO possa ser muito animado quando se fala de uma comunidade para sua startup, talvez ele não tenha o tempo e o conhecimento necessário para gerenciar uma comunidade como ela deve ser.

Por isso é preciso contar com o suporte de profissionais que entendem do assunto. Eles vão poder organizar o ambiente e propor ações que estimulem o crescimento da comunidade.

Esta pessoa também terá a capacidade de receber as demandas dos membros e fazer a ponte entre a empresa e o público da melhor forma possível, equilibrando a necessidade de todos.  

Outro ponto importante é que este gerente de comunidade deve ter uma grande habilidade para conhecer os desejos e necessidades do público, assim como todas aquelas coisas que os participantes não gostam. Essas informações são valiosas e podem ajudar a melhorar o desenvolvimento de produto da startup. Essa é uma forma de retorno imensurável da comunidade para a empresa, e que só pode ser feita quando o projeto é executado com muita dedicação.


Essas lições são voltadas às comunidades para startups, mas também contém dicas valiosas para praticamente todo mundo que investe num projeto como esse.

Elas são parte do aprendizado que temos ao gerenciar uma comunidade, além da vivência diária e do que descobrimos e experimentamos todos os dias dentro da empresa.

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Gerenciar uma comunidade para startups é uma tarefa longa e que demanda conhecimento, do seu público e da sua própria startup. Com o tempo, tudo vai ficando mais claro, as tomadas de decisões se tornam mais acertadas e o projeto vai crescendo conforme o esperado.

Você tem alguma experiência no assunto ou quer saber mais? Deixe a sua opinião nos comentários abaixo, ou envie seu artigo aqui para a comunidade!

Marketing na Era Digital
Luciano Kalil
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CEO - Duopana - Plataforma para você criar comunidades e ambientes colaborativos de produção de conteúdo.

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