A falta de acessibilidade na comunicação, principalmente a digital, é um tópico muito pouco discutido no mundo. Analisando na perspectiva mercadológica e empresarial, essas questões não são levadas em consideração por falta de conhecimento e de recursos para estabelecer uma boa comunicação e de forma totalitária, ou seja, que todos possam compreender.
Isso se dá ao fato das empresas e ferramentas digitais abrirem mão de recursos que auxiliam a navegação de pessoas que possuem alguma necessidade para acessar determinada mensagem. Atualmente no Brasil uma porcentagem significativa da população possui deficiência visual ou auditiva, muitos dos casos, severos. A partir do momento que o Marketing anula o acesso a essas pessoas, ele está negligenciando estabelecer a comunicação com grande parte da população.
Um dos principais recursos para se obter uma comunicação digital mais heterogênea, dinâmica e acessível para todos, é estabelecer uma persona com tais limitações, idealizando que seu comprador ideal irá conseguir usufruir de todas as informações necessárias de forma clara e compreensível, alinhando suas expectativa, definindo todas as vertentes de compreensão e necessidades que seu cliente irá ter posteriormente, aprendendo todas as possíveis características e visando atender todas as suas dores, uma vez que assumindo o lugar do seu cliente portador de deficiência (seja ela qual for) a marca consegue ter um parâmetro mais abrangente de relação com seu público.
Em passos pequenos, o mercado vem adotando recursos para trazer a acessibilidade digital em um patamar considerável, aplicando campanhas com descrição auditiva, de forma narrada para deficientes visuais ou dispositivos que permitem o manuseio digital mais dinâmico e muitas vezes narrados. Felizmente neste ano de 2021 , a unidade museológica vinculada à Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência promoveu um evento em celebração ao Dia Mundial da Internet, onde o Brasil recebeu suas congratulações pelo terceiro ano do Selo de Acessibilidade Digital, onde visa e promove a comunicação acessível, reforçando páginas web que cumprem com os critérios de acessibilidade estabelecidos, segundo a Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015).