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O desafio da acessibilidade digital no Brasil

O desafio da acessibilidade digital no Brasil

Ao falar do Brasil, é normal a associação com diversidade cultural, social, religiosa, entre outras. Trata-se de uma nação construída por tantos povos de lugares diferentes que fez com que essas características fossem sempre lembradas ao entoar o nome do país. Mas, será que lembramos dessas mesmas diversidades, quando pensamos na inclusão de pessoas com alguma deficiência nos ambientes digitais? Infelizmente a resposta para essa pergunta é um sonoro NÃO.

Temos no país 1,3 milhões de pessoas com deficiência cognitiva. 35 milhões com deficiência visual, sendo que desses 6 milhões com baixa visão ou cegueira. E pasmem, somente 2% das empresas pensam nesse público na hora de criar sites, blogs, ou qualquer ferramenta e canais de interação digital. Ou seja, temos  muito o que aprender e avançar na verdadeira inclusão social, tão falada, mas ainda pouco aplicada.

Normalmente, as pessoas com deficiências apresentam as seguintes barreiras digitais; problemas nos links (não funcionam ou são mal escritos); sem navegação pelo teclado; formulários que não são funcionais e fáceis de usar; sem contraste e zoom nas telas; sem descrição de imagem ou audiodescrição e sem janelas de libras e sem legendas. Devemos lembrar que inclusão social é um direito garantido por lei. Além disso, se uma empresa considera essas barreiras e incluem as pessoas com deficiência, ela não só amplia mercado, mas alinha o seu propósito com uma gama muito mais ampla de pessoas que se engajam com a marca.

Situações como as apresentadas infelizmente deixa de fora um contingente de pessoas ávidas por consumir conteúdos, produtos e serviços, e principalmente experiências que são ofertados a outros grupos. O mais estranho é que as tecnologias e designs atuais permitem essa construção facilmente, mas é preciso antes de tudo transpor a barreira da mentalidade. Expandir o olhar e construir de fato personas com todas as características e limitações que o ser humano traz consigo.

Ultrapassada essas barreiras, e pensando em realizar de fato a inclusão de milhares de brasileiros que devem e podem ter acesso aos produtos e serviços nos ambientes digitais e participarem ativamente nas redes sociais, o passo seguinte é construir ambientes e conteúdos que primem pela empatia, considerando primordialmente os seguintes elementos: cores, pontuação, entonação, forma de construir os textos, criação de roteiros, animações e efeitos sonoros, efeitos visuais e palavras e imagens.

É necessário respeitar as formas de consumir  e de interação das pessoas com deficiência, mas acima de tudo, permitir o acesso ao conhecimento e principalmente dar empoderamento para uma parcela considerada da população.

 

 

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