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Alexa enviou uma solicitação de amizade a você

Alexa enviou uma solicitação de amizade a você

O que antes soava estranho, um tanto futurista demais, hoje já é realidade na vida de muitas pessoas. Quem imaginaria que dar “bom dia” para a Alexa se tornaria um hábito e uma forma relacionamento? Sim, estou falando sobre as assistentes de voz, que vem moldando um novo comportamento de consumo no Brasil e no mundo.

Segundo uma pesquisa do Google¹, 60% dos brasileiros já utilizou inteligência artificial, que envolve a fala, para controlar smartphones, se orientar no trânsito, fazer buscas na internet e reproduzir músicas.

Há quem não goste de enviar áudios para interagir com os amigos nos aplicativos, mas o fato é que 90%¹ dos brasileiros já mandou algum recado nesse formato para alguém. O que mostra o potencial da comunicação de voz entre nós.

Outro modelo de interface de fala em destaque atualmente é o podcast. Já pararam para pensar o quanto esse tipo de conteúdo vem ganhando força? O consumo da plataforma cresceu 18%² no mundo durante a quarentena, de acordo com uma matéria do Meio e Mensagem

Esse é um movimento que já estava em expansão mesmo antes da pandemia começar, mas com o isolamento social foi possível perceber uma mudança na rotina das pessoas, que acabou gerando uma necessidade de conciliar as demandas do trabalho com as atividades de casa. E, as soluções digitais de voz, por sua vez, entraram como um facilitador nesse ambiente de multitarefas, que também requer praticidade. É um formato que oferece a possibilidade de escutar um programa de áudio, por exemplo, enquanto digita algo no computador ou gravar uma mensagem enquanto observamos um anúncio na TV. Esse é um dos motives para a guinada das interfaces de fala!

As assistentes de voz mais conhecidas do mercado, que são as da Amazon, Microsoft, Apple e o Google Assistente, trazem uma experiência direta e personalizada para seus usuários, onde é possível conversar com as "novas amigas" a qualquer momento. Elas estão sempre ali por perto, para resolver diversas questões do dia a dia, desde saber como estará o clima nas próximas datas, aprender uma nova habilidade ou até auxiliar os filhos nas atividades escolares. Basta um comando de voz e pronto!

Além disso, esse serviço proporciona inclusão digital, já que pessoas com deficiências visuais, por exemplo, podem também descobrir esse leque de opções que a Alexa, Siri, Cortana e o Google Assistente oferecerem para o mercado. Imagina que esse público agora tem a disposição uma ferramenta para aprender um novo idioma, ficar por dentro de notícias de acordo com seus interesses ou quem sabe "conhecer o mundo" através de histórias contadas por elas?

Desse modo, surgem infinitas possibilidades para as marcas se comunicarem com as suas audiências e se manterem relevantes pelo meio dessas experiências sonoras.

Recentemente, a cantora Anitta pediu "licença" para a Alexa e divulgou a sua nova música "Me Gusta" no dispositivo de voz. Ao invés da assistente virtual dar o seu rotineiro "bom dia", foi a própria cantora quem respondeu ao público com a mensagem em três idiomas (português, espanhol e inglês), seguido de instruções sobre como pedir para a IA tocar o novo single. O assunto viralizou na internet e o nome da interface inteligente da Amazon ficou entre os assuntos mais comentados do Twitter. A ação não agradou todo mundo. Parte do público curtiu a publicidade de voz e elogiou a estratégia criativa da artista, no entanto, outros internautas criticaram o formato de anúncio sem permissão. 

E o que esperar dessa nova relação de amizade entre máquina x ser humano? Consumidor e marca?

Estratégias centradas no consumidor para oferecer experiências que surpreendam positivamente o cliente. Além de interações cada vez mais humanas e empáticas. Porque apesar de estarmos falando sobre inteligência artificial, estamos caminhando para um nível de sofisticação de tecnologia bem elevado. Martha Gabriel diz que daqui a 40 anos teremos IA no nível dos humanos. Ou seja, não haverá diferença, em termos de competência entre os humanos e as máquinas. Estaremos gradualmente misturados com os robôs. 

Portanto, explorar esse universo, tendo sempre o consumidor como foco, deve ser um exercício de agora. Afinal, Martha também diz:

“Tecnologia é como honestidade: quem não tem não sabe o que é”. 

Ah! A Alexa aguarda a sua aceitação de amizade! ;)

Fontes:

¹ Think with Google. Com o Google Assistente, os brasileiros usam a voz e transformam seu dia a dia. Acesso realizado em: 18/09/2020.

² Marcos Chehab. Meio e Mensagem. Marcas, adotem um podcast! Acesso realizado em: 18/09/2020.

*Foto de Yasin Hasan no Unsplash

Marketing na Era Digital
Taiíra Rodrigues
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Sou uma lifelong learner que ama observar o comportamento humano. Acredito que marcas são feitas de pessoas para pessoas e defendo a visão do marketing com empatia para criar conexões sustentáveis.

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