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Do marketing tradicional ao digital: o que mudou?

Do marketing tradicional ao digital: 
o que mudou?

O advento da internet causou uma grande revolução no mundo do marketing. No livro, The Cluetrain Manifesto (O trem das evidências), os autores certeiramente dizem que “A internet muda tudo” e eles estão cobertos de razão.

Se no início as empresas tinham domínio de sua própria voz e marca, hoje os consumidores tem um papel muito mais ativo. Como diz no livro, mercado são conversações e hoje as empresas precisam entender que os consumidores hoje tem voz e alcance, a internet está permitindo essa troca.

Imagine empresas sólidas que gastavam imensas verbas de marketing em publicidade e propaganda. Nós consumidores éramos passivos e absorvíamos toda a mensagem recebida. Éramos cuidadosamente estudados e enquadrados em um público alvo.

Hoje, podemos encontrar as informações mais variadas sobre empresas através da internet. Então a presença digital, com uma estratégia de marketing bem definida torna-se de grande relevância para as empresas.

Se antes, os veículos de marketing eram limitados, hoje há inúmeras opções para as empresas se promoverem no mundo digital por uma fração do custo de antes. E além disso, as métricas são muito mais bem precisas.

Por isso é de extrema importância que a empresa tenha uma presença digital forte, com conteúdo relevante que seja útil para o consumidor. Ao invés de tentar empurrar uma venda, as empresas precisam pensar e comunicar como resolvem o problema do consumidor.

Há várias formas de estabelecer uma presença digital: através de um site, de blogs, redes sociais, e-comerce, aplicativo entre outros.

Tudo se tornou mais ágil quando os smartfornes foram lançados e os consumidores passaram a ter todas as informações literalmente em suas mãos.

O lançamento de inúmeras redes sociais fez com que o compartilhamento de informações tivesse uma maior velocidade e promoveu o senso de comunidade. Além disso, as pessoas perceberam que elas tem uma informação melhor sobre as empresas através de buscas e recomendações do que a retórica corporativa que sempre contava uma história parcial da empresa.

Hoje, damos mais importância a avaliações de outras pessoas do que os que se dizem experts.

Um exemplo são os aplicativos de transporte. Tanto o motorista como o passageiro podem se avaliar, o passageiro pode saber antes de entrar no carro quem é o motorista e saber se houve algum contratempo no passado. Esses dados não eram disponível quando pegávamos um taxi; nem tínhamos uma estimativa de saber quanto que iríamos gastar.

A internet também revolucionou a indústria de turismo. Antes os próprios hoteis divulgavam fotos de suas acomodações, mas quando chegávamos lá víamos que não era a mesma coisa. Com a chegada dos aplicativos de comparação de viagens, os próprios consumidores podem dividir as fotos das acomodações que ficaram e compartilhar informações que são relevantes e imparciais.

De acordo com uma pesquisa da Nielsen, 83% de pessoas em 60 países dizem que família e amigos são sua principal fonte de propaganda e 66% prestam atenção na opinião de outros online.

E o que as empresas podem fazer? Uma das estratégias é participar das conversas. Algumas empresas estão transitando muito bem no mundo digital. Uma delas é a Netflix, principalmente por ela entender seu público e adotar um tom de humor em sua linguagem. Suas ações são sempre criativas e interage com outros perfis, inclusive de concorrentes para aumentar a exposição de sua marca.

Um dos exemplos foi incentivar o público a estudar para o ENEM antes de ver as séries: “vá estudar. Depois das provas, suas séries favoritas continuarão na Netflix”.). Ou seja, ela usou de um tema em voga, fez um posicionamento positivo e entrou numa conversa popular entre seu público.

Além disso, a Netflix conquistou algo que é o sonho de todo o profissional de marketing: evangelizadores da marca. São consumidores que são tão fãs, que produzem conteúdo que falem da marca. Nesse caso, consumidores que tem canal no YouTube fazendo comentário sobre as séries do Netflix.

Lembro que, mesmo com o advento do marketing digital, o conceito de marketing não mudou. Segundo Kotler, marketing é a atividade humana dirigida para satisfazer as necessidades e desejos do consumidor através dos processos de troca. O que mudou foi a chegada de novos canais e ambiente para facilitar essa troca.

Se o marketing tradicional informa e desperta consciência e interesse na marca, o marketing digital incentiva a ação e defesa e ativismo da marca, envolve com emoção. Cabe ao profssional de marketing em integrar essas duas vertentes para entregar maior valor ao consumidor.

O advento da internet causou uma grande revolução no mundo do marketing. No livro, The Cluetrain Manifesto (O trem das evidências), os autores certeiramente dizem que “A internet muda tudo” e eles estão cobertos de razão.

Se no início as empresas tinham domínio de sua própria voz e marca, hoje os consumidores tem um papel muito mais ativo. Como diz no livro, mercado são conversações e hoje as empresas precisam entender que os consumidores hoje tem voz e alcance, a internet está permitindo essa troca.

Imagine empresas sólidas que gastavam imensas verbas de marketing em publicidade e propaganda. Nós consumidores éramos passivos e absorvíamos toda a mensagem recebida. Éramos cuidadosamente estudados e enquadrados em um público alvo.

Hoje, podemos encontrar as informações mais variadas sobre empresas através da internet. Então a presença digital, com uma estratégia de marketing bem definida torna-se de grande relevância para as empresas.

Se antes, os veículos de marketing eram limitados, hoje há inúmeras opções para as empresas se promoverem no mundo digital por uma fração do custo de antes. E além disso, as métricas são muito mais bem precisas.

Por isso é de extrema importância que a empresa tenha uma presença digital forte, com conteúdo relevante que seja útil para o consumidor. Ao invés de tentar empurrar uma venda, as empresas precisam pensar e comunicar como resolvem o problema do consumidor.

Há várias formas de estabelecer uma presença digital: através de um site, de blogs, redes sociais, e-comerce, aplicativo entre outros.

Tudo se tornou mais ágil quando os smartfornes foram lançados e os consumidores passaram a ter todas as informações literalmente em suas mãos.

O lançamento de inúmeras redes sociais fez com que o compartilhamento de informações tivesse uma maior velocidade e promoveu o senso de comunidade. Além disso, as pessoas perceberam que elas tem uma informação melhor sobre as empresas através de buscas e recomendações do que a retórica corporativa que sempre contava uma história parcial da empresa.

Hoje, damos mais importância a avaliações de outras pessoas do que os que se dizem experts.

Um exemplo são os aplicativos de transporte. Tanto o motorista como o passageiro podem se avaliar, o passageiro pode saber antes de entrar no carro quem é o motorista e saber se houve algum contratempo no passado. Esses dados não eram disponível quando pegávamos um taxi; nem tínhamos uma estimativa de saber quanto que iríamos gastar.

A internet também revolucionou a indústria de turismo. Antes os próprios hoteis divulgavam fotos de suas acomodações, mas quando chegávamos lá víamos que não era a mesma coisa. Com a chegada dos aplicativos de comparação de viagens, os próprios consumidores podem dividir as fotos das acomodações que ficaram e compartilhar informações que são relevantes e imparciais.

De acordo com uma pesquisa da Nielsen, 83% de pessoas em 60 países dizem que família e amigos são sua principal fonte de propaganda e 66% prestam atenção na opinião de outros online.

E o que as empresas podem fazer? Uma das estratégias é participar das conversas. Algumas empresas estão transitando muito bem no mundo digital. Uma delas é a Netflix, principalmente por ela entender seu público e adotar um tom de humor em sua linguagem. Suas ações são sempre criativas e interage com outros perfis, inclusive de concorrentes para aumentar a exposição de sua marca.

Um dos exemplos foi incentivar o público a estudar para o ENEM antes de ver as séries: “vá estudar. Depois das provas, suas séries favoritas continuarão na Netflix”.). Ou seja, ela usou de um tema em voga, fez um posicionamento positivo e entrou numa conversa popular entre seu público.

Além disso, a Netflix conquistou algo que é o sonho de todo o profissional de marketing: evangelizadores da marca. São consumidores que são tão fãs, que produzem conteúdo que falem da marca. Nesse caso, consumidores que tem canal no YouTube fazendo comentário sobre as séries do Netflix.

Lembro que, mesmo com o advento do marketing digital, o conceito de marketing não mudou. Segundo Kotler, marketing é a atividade humana dirigida para satisfazer as necessidades e desejos do consumidor através dos processos de troca. O que mudou foi a chegada de novos canais e ambiente para facilitar essa troca.

Se o marketing tradicional informa e desperta consciência e interesse na marca, o marketing digital incentiva a ação e defesa e ativismo da marca, envolve com emoção. Cabe ao profssional de marketing em integrar essas duas vertentes para entregar maior valor ao consumidor.

Marketing na Era Digital
Dyene Galantini
Dyene Galantini Seguir

Diretora Global de Marketing

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