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Instagramabilidade: como uma rede social impactou a forma como projetamos espaços físicos

Instagramabilidade: como uma rede social impactou a forma como projetamos espaços físicos

 

"As pessoas mudam a tecnologia e a tecnologia muda as pessoas". 

 

Começo meu conteúdo de hoje com esta reflexão trazida pela Martha Gabriel em uma das aulas do curso, para tratar de um assunto que, talvez não seja novidade para você, meu colega da jornada Insider, mas é um tema que sem dúvidas eu AMO falar a respeito e espero que contribua com alguma reflexão sobre como uma rede social foi capaz de transformar a maneira como consumimos o mundo offline.

O Instagram nasceu com o objetivo de compartilhar o momento atual por meio de fotos — o próprio nome vem da composição de "instant camera" e "telegram".

Na primeira versão do app, os posts eram limitados a frames únicos de fotos quadradas, até que com a popularização do Instagram e fortalecimento de seu apelo visual, lentamente deixamos de postar “instant moments” e começamos a selecionar o conteúdo que fosse “digno” do "feed perfeito".

Esse comportamento (entre outras influências externas, é claro) culminou na criação de novos recursos que facilmente nos adaptamos e utilizamos hoje, como os stories e mais recentemente o reels.

Mas, além de influenciar novas funcionalidades na rede, esse comportamento virtual trouxe para o “mundo real” uma busca por ambientes que ficassem "bem na foto do feed", impactando completamente a forma como buscamos e consumimos experiências no mundo offline.

Quem nunca viu a foto de um amigo em uma viagem e salvou como inspiração para suas próprias? Ou então, antes de saborear um prato em um restaurante fez um verdadeiro ensaio fotográfico tentando encontrar o melhor ângulo?

A verdade é que, como humanos, somos seres naturalmente sociáveis e temos um forte apreço por tudo que é visualmente bonito — ainda que beleza seja bastante relativo. Somando-se a isso, o avanço da internet e das redes sociais, criou um terreno fértil para sermos o tempo todo influenciados com o que os outros vivem, consomem e compartilham.

Portanto, é dentro deste contexto que o conceito de instagramabilidade surgiu: não do desejo de vivermos as experiências em si, mas da necessidade de as compartilharmos uns com os outros.

 

Instagramabilidade: capacidade que uma coisa (lugar ou objeto) tem para instigar nas pessoas o desejo de compartilhar aquele momento através das suas redes sociais — particularmente no Instagram.

 

Esse movimento é tão real que muitas marcas, ao perceberem esse comportamento de consumo, passaram a incluí-lo estrategicamente em suas ações de marketing e branding. Assim como, marcas inteiras nasceram a partir disso: The Color Factory e Museum of Ice Cream, ambos nos EUA, são provavelmente os exemplos mais conhecidos.

Os frutos da instagramabilidade bem aplicada são inúmeros: desde um número maior de visitas ao estabelecimento, passando pelo crescimento nas menções online e mídias espontâneas, fortalecimento da presença digital e lembrança de marca, até a possibilidade de criação de novos produtos e modelos de negócio.

Mas engana-se quem pensa que apenas grandes empresas conseguem tirar proveito dessa tendência. O consumidor de hoje não apenas anseia por ambientes e produtos que gerem uma experiência digna de compartilhamento, como baseia suas escolhas a partir disso.

Ou seja: seu negócio (insira aqui o seu nicho) não pode mais ser simplesmente funcional e esteticamente agradável, ele precisa contar uma história através da arquitetura, do design e do produto.

As marcas que conseguirem aplicar o conceito criando um verdadeiro universo de marca, que entrega a mesma mensagem em todos os pontos de contato, serão bem sucedidas em suas estratégias on-life.

 

Marketing na Era Digital
Micheli Beal Ribeiro
Micheli Beal Ribeiro Seguir

Arquiteta e urbanista por formação, encontrei no marketing a minha paixão.

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