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Mobile por natureza

Mobile por natureza

Foi na minha família mesmo que eu entendi essa história de que o ser humano é mobile por natureza. Caçula de três filhas de um bancário aposentado, passei a minha infância e adolescência mudando de cidade a cada dois ou três anos. Era choro na chegada, e choro na saída. E pensa na dificuldade em cada mudança!

A primeira pergunta era: “Para onde vamos desta vez?”, e lá vinha meu pai com seu mapa do “Guia 4 Rodas” para nos mostrar o estado, a localização, e perto de onde ficava. O mesmo mapa que nos guiava nos caminhos até o nosso novo ponto de parada, claro. Partíamos de mala e cuia, sem GPS, Google, e outras tecnologias para nos auxiliar na jornada.

O que sabíamos, antes da partida, era mais ou menos quantos habitantes tinha na cidade (porque alguém tinha falado para o meu pai por telefone – fixo!). Não dava pra pesquisar casas ou apartamentos em sites, e muito menos fazer uma busca para saber qual a melhor escola para nos matricular.

Hoje as tecnologias mobile nos permitem viajar antes mesmo de sair de casa, definir previamente todos os nossos pontos de parada. Durante todo o trajeto é possível sabermos como está o trânsito até mesmo a quilômetros de distância. Temos todo um suporte de comunicação seja via WhatsApp, SMS/MMS, e-mail. Chegamos a um restaurante já sabendo exatamente o que queremos comer – porque já vimos nas redes sociais, e na hora de pagar apenas apontamos a câmera do nosso celular.

E aí a gente pensa: “Como vivi tanto tempo sem tudo isso? Como funcionava? Como dava certo?”. E dava. Mas era tudo mais complicado e demorado. 

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