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O mundo VUCA e os eventos em 2020

O mundo VUCA e os eventos em 2020

Se tem algo que os profissionais de marketing entenderam em 2020 foi sobre a necessidade de sermos cada vez mais rápidos e adaptáveis. Principalmente esse ano, quando uma pandemia global veio de uma forma inesperada e afetou praticamente todos os negócios existentes e, consequentemente, suas estratégias de marketing. Uma das ferramentas mais impactadas foram os eventos presenciais.

Feiras, grandes eventos, shows que antes imperavam, de repente sumiram do mapa, demonstrando a volatilidade e a imprevisibilidade do mercado. O futuro era incerto, já que ainda não sabíamos quando uma vacina segura será encontrada.

A única certeza desse cenário é a revolução digital acelerada. Eventos tradicionais como Rio Oil & Gas e ArtRio fizeram suas versões online.  

Confesso que no início estranhei bastante. Achei que seria um ano perdido, já que todos os eventos estavam sendo cancelados ou rapidamente substituídos por um modelo digital.

Como palestrante, precisei me enquadrar no novo formato de webinars e eventos digitais, adquirindo novas habilidades de comunicação e controlar a ansiedade de lidar com um futuro incerto.

Não podia contar com linguagem corporal completa, então precisei entregar um conteúdo cada vez mais relevante para prender a atenção da plateia.

Dei a minha primeira palestra no início da pandemia para uma empresa de engenharia.  O calor do público foi substituído por uma tela intermediando as discussões. A audiência se resumiria em vários quadrados minúsculos. Pela primeira vez na minha vida daria uma palestra sentada.

Após as minhas palestras, há uma sessão de autógrafos do meu livro. Dessa vez, os livros foram entregues por um portador a cada funcionário. Nova situação requer novas estratégias.

O tema da palestra foi sobre saúde mental em tempos de pandemia. E fiquei feliz e surpresa por ter conseguido uma conexão com a plateia nesse novo ambiente. A parte de discussão foi riquíssima, com um bom engajamento.

Numa pandemia com o futuro incerto, precisamos planejar cenários para fazer um bom planejamento. E foi isso que precisei quando recebi um convite para realização de um sonho: palestrar numa Conferência TEDx.

A organização do evento nos informou que estavam trabalhando com duas versões: um formato 100% digital e um formato híbrido, com os palestrantes no palco e sem plateia, com transmissão ao vivo.

Algumas semanas antes do evento nos informaram que seria o formato híbrido, que foi executada com mérito.

Uma excelente ferramenta num mundo complexo é a utilização da tecnologia e foi isso que aconteceu. Além da transmissão ao vivo, os organizadores criaram uma comunidade de expectadores no grupo de WhatsApp e durante de cada palestra, havia uma comunicação, um feedback instantâneo de cada palestrante. Foi um evento memorável, apesar de uma plateia pequena, de familiares e organizadores do evento, mantendo assim o isolamento social com muita responsabilidade. 

Sem dúvida, o mercado de eventos não será o mesmo e precisamos conviver com volatilidade, incertezas, complexidade e ambiguidade. Hoje, mais do que nunca, precisamos considerar estratégias multicanal, com várias interações com o consumidor, tanto online como offline. Se o palco era a única opção, hoje precisamos considerar o Zoom, Teams, Webex e outras plataformas de conferência digital. 

Além disso, precisamos investir em parcerias, colaboração. Só conseguiremos ter sucesso no cenário atual quando evoluímos como comunidade.

O propósito do mercado de eventos não mudou, continua sendo a entrega de conteúdo de qualidade, networking, resolução das dores do consumidor e aumento de sua satisfação. Cabe a nós profissionais sermos ágeis o suficiente para fazer essa entrega no âmbito presencial ou digital. 

Marketing na Era Digital
Dyene Galantini
Dyene Galantini Seguir

Diretora Global de Marketing

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