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Quando descobri que não sei (não sabia mais) o que é ‘marketing’

Quando descobri que não sei (não sabia mais) o que é ‘marketing’

Sejamos sinceros, você já comeu um acarajé e depois quando chegou na Bahia descobriu que o que você comeu era no máximo “algo” com nome de acarajé, que, na verdade, não tinha nenhuma relação com o verdadeiro? (pausa dramática – para aqueles que já foram enganados assim).

Não, não! Antes que você me pergunte, eu não sou baiana (apesar do meu sobrenome).
Só queria chamar sua atenção para algo que está acontecendo aqui, agora, em meio a uma pandemia que está quebrando diversas empresas e que levou diversas pessoas queridas: muitos de nós, não sabemos de fato o que estamos fazendo em nossas áreas de atuação. Não estou falando de outros, estou falando de nós: eu e você. (vamos conversar)

- Diane, mas são muitos conceitos!
- Diane, ninguém tem total domínio de sua área!
- Diane, o ‘marketing’ muda diariamente!


Antes que você continue com esses discursos, sinto te informar que essas são apenas meias-verdades (ou desculpas, para quem preferir nomear assim).

Se determinada marca lançar um novo perfume de uma linha específica e a essência não tiver nenhum traço/nota dos demais itens daquela mesma linha, ele pode ser considerado daquela linha? Sim. Se a empresa quiser, ela pode comunicar isto a todos. (afinal, “manda quem pode, obedece quem tem juízo”. Já ouviu né?!)

Mas, o mercado irá entender aquele produto como genuíno da linha e vai o consumir? Talvez até o consumam por algum tempo, mas entendê-lo como “genuíno” da linha é pedir demais. O fato é que uma hora, todos irão perceber que ele não faz parte daquela linha, por mais que houve o esforço da marca de o posicionar assim. Embalagem nem sempre é suficiente. Como diria nossa querida Martha Gabriel: isto vai causar dissonância cognitiva!

‘Marketing’ é a atividade humana dirigida para satisfazer necessidades e desejos por meio da troca. – Kotler, 2003.

Infelizmente, muitos setores estão enganados ao dizer serem setores de ‘marketing’ . Não estou dizendo que não há esforço; o esforço existe, é real e deve ser considerado. Porém, se não alinhado com um objetivo claro - neste caso - satisfazer as necessidades e desejos por meio da troca, se torna vão. Quem nunca trabalhou sem um objetivo claro definido e disse saber o que estava fazendo? Que este atire a primeira pedra!

A essência precisa permanecer independente das ferramentas que se modernizam dia após dia, caso contrário estamos criando um produto, que já não é mais o ‘marketing’ que Kotler nos apresenta; talvez esteja mais para uma mistura de boas intenções + pressa + tecnologias + pressão, que resultam em uma grande pastelaria (deixando claro aqui, que não tenho nada contra pastelarias (que vendem pastel e caldo de cana)) corporativa. Se este é o seu cenário, sei como é frustrante chegar a esta conclusão, ao ler este texto. Infelizmente, muitos setores em diversas empresas não estão fazendo seu papel, ocasionando na desvalorização do ‘marketing’ pelas empresas e negligência. É duro escrever sobre algo tão sensível, mas é a realidade.

Talvez, assim como eu, você também tenha se esquecido de alguns conceitos (isso não significa que você nunca os tenha aplicado) e tenha percebido que, na verdade, você precisa melhorar (e muito). Talvez você até tenha que ensinar o seu time, reformular processos e reescrever alguns projetos. É muita coisa, imagino que não faça ideia por onde começar. Por isso, hoje escrevo. Não para te desestimular, mas para te contar um segredo:

A mudança está acontecendo agora: dentro de você. Já começou, você já deu o primeiro passo. A sua dificuldade acabou de ser quebrada.

Toda a revolução foi primeiro uma ideia na mente de uma pessoa. - Ralph Waldo Emerson, responsável pelo ensaio, “Compensação”.

Ainda há tempo de retornar e fazer seus esforços de ‘marketing’ (e pessoais) valeram à pena, resgatando de modo simples e completo a essência do ‘marketing’, aquele que dá gosto, e é case de sucesso não apenas em Cannes, mas também no dia a dia dos que estão à sua volta.

Basta decidir por isto.

Chega de olhar para a grama do vizinho, agora quem vai crescer é a minha, a sua, a nossa.

Vem comigo? Me chama no inbox, será incrível compartilhar insights com você.

Um beijo.
Busquemos todos o protagonismo. flor

Marketing na Era Digital
Diane Carvalho Bahiense
Diane Carvalho Bahiense Seguir

Experiência em gestão estratégica, endomarketing, planejamento e marketing digital. Vivência no nicho da saúde – setor público e privado, mercado shopping center e cosmético. Serva de Deus, apaixonada por inovação e ideias que transformam o mundo.

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