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A Inteligência Artificial será meu próximo chefe?

A Inteligência Artificial será meu próximo chefe?

Ouvi essa frase num evento de Tecnologia e Dados e foi algo que gerou grande reflexão e vontade de me aprofundar mais no assunto. Trouxe para discussão pois acredito que seja um tema que hoje é fonte de preocupação de muitas pessoas.

A automação, a inteligência artificial e outras tecnologias têm evoluído cada vez mais e estão eliminando alguns postos de trabalho que antes eram executados exclusivamente por pessoas. Em poucos anos, muitas das atividades hoje exercidas por humanos serão realizadas por máquinas.

Mas apesar da extinção de muitas profissões, muitas outras estão surgindo também. O desafio é enxergar a Inteligência Artificial como uma aliada para capacitar o homem com a inteligência de máquina. Ela não vai tirar seu emprego se você se juntar a ela. Pelo contrário, ela vai potencializar os seus resultados, trazendo nova formas de se fazer, com mais agilidade e precisão.

Tornando-se cada vez mais presente em nossa rotina diária, em diversas esferas da nossa sociedade — varejo, indústria, bancos, saúde — a IA possibilita que máquinas aprendam por experiência, se ajustem às novas entradas de informações e desempenhem algumas funções tão bem quanto humanos. Os assistentes de voz dos smartphones — a Siri da Apple ou o Google Assistant dos aparelhos Android — são exemplos do uso da inteligência artificial no nosso dia a dia. Assim como os aplicativos Waze e Google Maps, que nos sugerem as melhores rotas a seguir.

Na medicina, a Inteligência Artificial tem sido celebrada pela sua alta capacidade de analisar dados, auxiliar no diagnóstico de doenças e na recomendação de tratamentos. Tom Grabers (Cientista da Computação americano, um dos criadores da Siri da Apple) cita em sua palestra no TED a importância da junção das capacidades humanas e das máquinas na precisão no diagnóstico do câncer. Ele conta um exemplo em que pesquisadores criaram um algoritmo classificador de IA para auxiliar no diagnóstico da doença. O classificador mostrou-se muito eficiente tendo um nível de acerto de 92,5%, mas perdia quando comparado ao diagnóstico dos médicos que era de 96,6%. Mas quando combinaram as capacidades da máquina e do homem dividindo suas funções, o nível de precisão no diagnóstico do câncer foi de 99,5%.

Esse exemplo nos mostra o quão importante é nos aliarmos a essas novas tecnologias para obtermos melhores resultados em tudo que fazemos. Podemos escolher utilizar a Inteligência Artificial para automatizar e competir conosco ou para nos aprimorar e colaborar para superar nossas limitações cognitivas e fazermos o que quisermos de uma forma melhor.

Marketing na Era Digital
Luciana Mangoni
Luciana Mangoni Seguir

Publicitária, com mais de 18 anos experiência em Agências de Publicidade e na área de Marketing em Empresas. Buscando me atualizar e aprofundar cada vez mais no Marketing Digital.

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