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Automatizar, sim. Humanizar, também.

Automatizar, sim. Humanizar, também.

A pandemia nos aproximou do mundo digital e intensificou nossa relação diária com a internet. De um lado, temos a facilidade de manter a conexão e tocar a vida em frente, com trabalho remoto, compras online, estudos e reuniões virtuais. De outro, há o desafio para os profissionais de marketing de acertar a dose entre o humano e o automático. Especialmente nesse momento, a empatia tornou-se fundamental na criação de experiências com a marca.

Quando se fala em marketing no ambiente digital, e-mail marketing é o recurso mais antigo e justamente pela idade, parece ser o mais desgastado. Não é verdade. Uma boa estratégia de e-mail marketing faz a diferença nos resultados de uma campanha. O problema é que muitas empresas estão deixando que a automação tome conta da inspiração e acabam se esquecendo de incorporar nas mensagens o propósito do negócio – este sim tem o papel de fazer a verdadeira conexão com o cliente.

Cabe lembrar que a automação é importante, traz qualidade nas avaliações, ajuda no atingimento dos objetivos por meio das métricas definidas para cada campanha. A discussão aqui é sobre como uma campanha de e-mail marketing pode impactar positivamente o interlocutor e não ser mais uma mensagem que vai direto para a lixeira. É fato que a final do dia, o que toda empresa busca é vender e o e-mail marketing é umas das maneiras de se atingir clientes em potencial massivamente. Isso não está errado. Porém, não custa nada diferenciar sua campanha e mostrar que a mensagem foi construída para aquela pessoa em especial e, por essa razão, leva em conta seu momento e suas preferências.

Há milhares de conteúdos na web ensinando a fazer campanhas de e-mail marketing. A maioria fala a respeito de listas, criação de um bom copy, frequência e automação. No entanto, pouco se fala sobre humanização como diferencial. Sem dúvida, é importante dominar todas as etapas com boa técnica, mas e-mail marketing também é sobre fazer uma boa comunicação. É bom não confundir personalização com humanização. Um simples “olá, Fulano” no início da mensagem é um exemplo personalização. Humanização é muito mais do que isso: é pensar o detalhe, colocar-se de fato no lugar do consumidor. A partir da empatia, é possível despertar emoções positivas no interlocutor e construir vínculo entre marca e cliente.

Para se chegar a esse resultado, não há uma fórmula certa. A personalidade da marca vai determinar como a mensagem pode ser verdadeira e humanizada ao mesmo tempo. E se seu caso for B2B, conhecer o cliente em profundidade, significa estar atento às mudanças nos cargos, nos papéis que as pessoas desempenham dentro da empresa e entender como isso afeta a relação com o seu negócio.

Vivemos a época da economia da atenção, onde o tempo não é compatível com a quantidade de informação disseminada diariamente. Fica difícil pensar maneiras de se criar engajamento sem despertar emoções. Se o e-mail marketing faz parte de sua estratégia, pense em como utilizar uma abordagem mais humanizada, que possibilite a interação e a identificação do consumidor com os valores que sua empresa propõe. Portanto, seja autêntico, transparente e verdadeiro em todas as interações com seu cliente. Mantenha a constância e a consistência, pois confiança e relacionamento não se constroem do dia para a noite. No final das contas, nem só automação, nem só criação: seu resultado vai depender da boa combinação entre esses dois elementos, desde que muito bem alinhados aos objetivos que se desejam alcançar. 

Marketing na Era Digital
Marcia Eli da Silva Marques
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Sou formada pela ESPM e tenho 30 anos de profissão. Nessa trajetória, estou sempre aprendendo e tentando me reinventar. Vejo no curso uma grande oportunidade para me preparar para o que vem por aí, seja lá o que o mercado nos apontar.

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