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Marketing de conteúdo e o custo pela audiência

Marketing de conteúdo e o custo pela audiência

Fazendo uma rápida pesquisa na internet sobre o início de cada veículo de comunicação das mídias tradicionais como rádio, jornais e revista encontrei as seguintes informações:

  • Em 1447, a prensa, inventada por Johann Gutemberg inaugurou a era do jornal moderno e permitiu o livre intercâmbio de ideias e cultura, disseminando o conhecimento. A invenção do telégrafo, sistema concebido para transmitir mensagens de um ponto para outro em grandes distâncias, em 1844, transformou a imprensa escrita, pois permitiu que as informações fossem passadas rapidamente, possibilitando relatos mais novos e relevantes. 
  • No anos 20, a invenção do rádio causou alvoroço nos jornais. Os editores, como resposta, renovaram os formatos e conteúdos de seus jornais para torná-los mais atraentes, com maior volume de textos e cobertura mais amplas e profundas.
  • No Brasil o rádio atingiu seu apogeu em 1930 como principal veículo de comunicação em massa. 
  • No Brasil, as revistas tem um importante papel, ao lado dos jornais. As primeiras revistas brasileiras surgiram no Brasil em 1812 e traziam em suas publicações novelas populares, história antiga e moderna e costumes. 

A disputa pela atenção mudou.

Saiba por que produzimos diariamente conteúdos e temos a sensação de que estamos "falando" para um auditório vazio.

Segundo Mark Schaefer, responsável pelo blog {grow}, os produtores de conteúdo pagam para ter audiência.

Como qualquer boa discussão sobre economia, isso está enraizado no conceito muito simples de oferta e demanda. Quando a oferta excede a demanda, os preços caem. Mas no mundo do marketing de conteúdo, os preços não podem cair porque o “preço” do conteúdo já é zero - nós o damos de graça. Então, para fazer com que as pessoas consumam nosso conteúdo, na verdade temos que pagá-las para fazer isso, e conforme a oferta de conteúdo explodir, teremos que pagar aos nossos clientes quantias crescentes a ponto de não ser mais viável.

Produzir conteúdos atrativos, custo com a produção de peças gráficas, fotografias de alta resolução, horas de pesquisas para elaboração de textos relevantes para uma audiência específica, análise de dados de produções anteriores, pesquisa de mercado e da concorrência somados ao tempo que leva para executar tudo isso e ao investimento em tráfego pago; todo esse esforço para chamar a atenção do cliente e fazer com que ele interaja com sua marca.

Existe limite para o marketing de conteúdo?

Desde a era do rádio, jornais e revistas os produtores de conteúdo trabalhavam duro para comunicar com os clientes mas naquele tempo a concorrência era menor que a demanda. 

Para os produtores de conteúdo de baixo orçamento o desafio é maior pois com o tempo são afastados da mente do consumidor à medida que os produtores de conteúdo com alto orçamento podem "pagar" mais pela atenção da audiência.

Por isso, buscar novas alternativas de produção de conteúdo pode ser uma opção para quem está iniciando nesse mercado ou se esforçando para atrair a atenção dos seus clientes.

Hoje, podemos dizer que temos um novo modelo de produção de conteúdo por voz com o aplicativo do momento Clubhouse. Só que nesse caso, existe o controle dos "locutores" que podem visualizar sua audiência e ainda convidá-la para fazer parte do programa ao vivo.

De 1447 até hoje muita coisa mudou, os desafios aumentaram mas mesmo com tantos avanços o rádio, os jornais e as revistas continuam ativas, e ainda são fontes de pesquisa para o trabalho dos produtores de conteúdo digitais. 

O conhecimento seja por texto, voz, no formato de papel ou digital não importa é inesgotável e renovável. 

 

 

Marketing na Era Digital
Flávia Dutra de Assis
Flávia Dutra de Assis Seguir

Especialista em Marketing Digital - Negócios e Estratégias (PUC - MG), Tecnóloga em Processos Gerenciais (Centro Universitário Newton Paiva - MG), Estrategista em marketing no ambiente digital para micro negócios, vendas e finanças.

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