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O desafio da geração de conteúdo relevante e permissivo para um consumidor múltiplo.

O desafio da geração de conteúdo relevante e permissivo para um consumidor múltiplo.

Em 1999, o guru do marketing Seth Godin cunhou os termos “marketing de permissão” e “marketing de interrupção”. Mais de 20 anos depois, esses dois termos ainda são amplamente usados ​​para descrever uma série de estratégias de marketing.

A diferença é que um interrompe alguém para chamar sua atenção, enquanto o outro chama a atenção para visar pessoas que tenham interesses relevantes e alinhados.

Estamos em uma época em que o consumo de conteúdo online é praticado cada vez em maior volume e a maioria das pessoas não aceitam serem interrompidas, ou seja o marketing de interrupção esta sendo cada vez menos eficaz, principalmente depois entrada da LGPD, onde o consumidor entende, que os seus dados são utilizados (quando autorizados) para trazer oportunidade melhores e mais assertivas. Eis que surge o marketing de consentimento, no qual as pessoas só são afetadas pelas ações digitais na medida em que permitirem e para este consentimento ocorrer o conteúdo precisa ser altamente relevante para elas.

Para conseguir elaborar um conteúdo relevante, é necessário identificar o que o público quer ver, o que estão pesquisando, quais são seus hábitos e comportamentos.

Toda a marca, ao divulgar seu conteúdo, é confrontada com um ambiente onde o consumidor está presente em diversas redes sociais, acessando diversos sites de conteúdo de vários tipos como: texto, vídeo, podcasts. E a única forma de ser relevante é estando presente nessa jornada que é extremamente fragmentada e muito dinâmica. O funil de marketing tradicional não existe mais, pois o caminho da jornada do consumidor não é mais linear, não é somente online ou offline, o funil agora é dinâmico e a jornada também!

A pandemia ocasionou mudanças de hábitos e padrões dos consumidores, sendo este um consumidor múltiplo que gera uma infinidade de dados e por isso é essencial que a geração de conteúdo seja baseada em análise de dados de comportamento do público.

Contudo é muito importante saber como coletar e como interpretar estes dados, pois de nada adianta ter uma tonelada de dados se não conseguir extrair as informações.

Conhecer e interpretar os hábitos do consumidor é uma estratégia essencial para que os gestores consigam tomar melhores decisões.

Ferramentas de CRM, Mkt Digital, Business Intelligence, Branded Content, e todas que têm na sua essência os dados, hoje são fundamentais para o inicio de qualquer estratégia na nova jornada de consumo.

Neste mundo de mídia fragmentada e que necessita da atenção do consumidor, aqueles que tomarem decisões centradas no cliente, somadas a um mindset data driven, ou seja, decisões estratégicas com bases sólidas de dados, terão uma vantagem competitiva real no mercado.

E é neste cenário que entram as Martechs (junção de marketing e tecnologia), quando as atividades de marketing são orientadas por dados e as agências usam de recursos tecnológicos para elaborar a melhor estratégia.

Nas martechs a tecnologia tem um papel ainda mais decisivo do que nas agências tradicionais e por isso, os profissionais desse nicho precisam ser altamente especializados em operar ferramentas de dados como Google Analytics, Google Data Studio, HubSpot, entre outras.

Por serem data driven, as martechs conseguem segmentar com muito mais precisão cada etapa do funil, sendo, mais assertivas em suas estratégias, o comportamento do consumidor é medido o tempo todo, até como forma de antecipar tendências e orientar a tomada de decisão.

Nesse contexto em que dados são como petróleo, sem dados, não há campanha de marketing que consiga atingir os objetivos. E não há caminho para se escolher, ou os negócios começam a se orientar por dados ou eles tendem a se enfraquecer.

Compreender o funil dinâmico, entender o comportamento do consumidor, gerar conteúdo relevante e permissível nos pontos de contato em cada canal ao longo desta jornada é o caminho para conversão e principalmente para atingir um loop de influência, afinal a jornada não termina na conversão.

Marketing na Era Digital
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