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A essência data-driven do Marketing Digital

A essência data-driven do Marketing Digital

Aprendemos Marketing Digital. Ao aprender Marketing Digital conhecemos que Marketing é Marketing, com ou sem Digital. Talvez não na mesma proporção, mas com a mesma ênfase, podemos dizer que Marketing Digital é, por sua essência, Data-driven Marketing. E essa afirmação encontra suporte no fato de que toda ação de Marketing Digital gera, de alguma forma, dados. E dados muito mais consistentes que gerava na era analógica, até porque, herdamos instrumentos desta era e os adaptamos ao Digital, deixando-os mais dinâmicos e flexíveis. E ágeis.

E agora temos pela frente um novo desafio - o de transformar estes dados em informação valiosa para o negócio. Para Patrick Singer, líder da Google Digital Academy, estamos vivendo um momento em que “os principais profissionais de marketing digital estão abrindo caminho no uso de insights do consumidor e ferramentas digitais de novas formas". Singer revela que “de acordo com um estudo recente do BCG, melhorar a maturidade do marketing digital pode aumentar a receita em até 20%, enquanto reduz os custos em até um terço. Porém, alerta que, por enquanto, “apenas 2% dos anunciantes estão colhendo os benefícios da maturidade do marketing digital, mas seu caminho para o sucesso está mais claro agora do que nunca”.

Maturidade Digital

Mas como atingir essa maturidade do Marketing Digital do nosso negócio, em meio a tantas ferramentas gratuitas e pagas, a tantos dados e tantos itens que devem ser cobertos por um bom plano de Marketing? Com práticas básicas e úteis para que a maturidade digital entre num processo de evolução constante, por etapas. Na ansiedade de se querer um alto nível de Marketing Data-driven, cometemos erros básicos e que, na verdade, geram muito mais atrasos se as fases de implementação de um Marketing Data-driven acompanhar as fases de maturação do próprio negócio.

Patrick Singer revela que existem quatro passos iniciais para se praticar uma estratégia data-driven e com ferramentas inclusive grátis, como o Google Analytics em suas versões Universal e Google Analytics 4. Vamos a eles:

1. Estabeleça uma base de dados sólida - Você já possui dados. Mesmo que básicos, se conta com uma presença digital em forma de  e-commerce, blog ou qualquer outra, ela já está gerando dados. Se não está, instale facilmente as tags do Google Analytics e comece a coleta. E comece a coletar de forma sólida, fazendo análises diárias, criando uma relação do comportamento do seu site com o do seu cliente. 

2. Automatize para economizar tempo - Google Analytics, gerenciadores do Facebook e Instagram e de todas as outras plataformas de redes sociais são formas simples de automatização na coleta dos dados. Além delas, não existe nada que uma planilha de Excel não resolva. Automatizar não é o mesmo que deixar os dados “seguirem seu caminho”. Mas, acima de tudo, acelerar o processo de coleta para dedicar tempo e esforço na análise e na busca de insights para o seu negócio.

3. Crie segmentos de público - Você precisa saber quem é o seu público. E todas as ferramentas já citadas no item anterior, em suas versões grátis, vão mostrar seus públicos. Entenda como ele se comporta, os grupos internos que forma e busque categorizá-los e encaixá-los nas personas que você um dia desenhou. Se não desenhou, eis a chance de moldar personas também data-driven com segurança, pois os dados dessas ferramentas são um espelho fiel dos seus seguidores e clientes.

4. Compreenda as jornadas do cliente - Por fim, para concluir este primeiro estágio da maturidade data-driven do seu negócio, encaixe os públicos que agora consegue visualizar em jornadas. Seu produto, seu preço, sua distribuição e sua comunicação precisam conversar com seu cliente nos diversos pontos de contato da jornada. Com estes quatro passos que não são tão complexos, seu negócio estará no caminho do Marketing Data-driven, pronto para evoluir e ganhar, dia após dia, mais e mais maturidade.

3 dicas para estruturar dados de Marketing

Você pode olhar a dashboard de qualquer ferramenta de web analytics e ter dificuldade para compreender as mensagens que ela traz. São muitas, sim, mas para facilitar o início da caminhada no Marketing Data-driven, estabeleça estes 3 pontos fundamentais para deixar o início da leitura mais fácil e prático:

1. Todo início, ou todo começo de uma plano de ação data-driven, devem levar em conta apenas 2 tipos de dados: 

  1. A informação sobre o cliente

  2. As métricas de desempenho relacionadas ao seu negócio específico.

Não há problema em querer coletar outras informações, mas se o esforço para isso for enorme, foque exclusivamente nestes dois pontos.

2. Com a informação sobre o cliente, dedique-se a compreendê-lo, conhecer sua jornada para, com esta informação, em primeiro lugar, aprender a se comunicar e vender para ele. Vimos muito sobre isso em diversos módulos como e-mail marketing, marketing de conteúdo, etc. A informação sobre o cliente precisa reforçar ou até estruturar a persona que um dia elaborou.

3. Com as métricas de desempenho relacionadas ao seu negócio específico, aprenda a analisar o que investiu e os retornos que teve em vendas ou em qualquer outro índice que estabeleceu. Em princípio, não mais do que 3 KPIs, por exemplo, são suficientes para medir, comparar e verificar se o Data-Driven Marketing entrou ou não “na veia” no seu negócio. 

Marketing na Era Digital
Alessandro Paveloski
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Web Analytics @ InCuca | Insider @ Marketing na Era Digital | Digital Marketing Specialist @ Udacity | Mestre em Comunicação @ Unesp | Especialista em Marketing @ FGV | Jornalista @ Unesp | Lifelong Learner @ Vida

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