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Conteúdo e Relevância

Conteúdo e Relevância

E então chegamos em Estratégias… E dentro dessas estratégias, encontrar o conteúdo que seja relevante para o cliente e ao mesmo tempo possa gerar resultados de negócios. E voltamos às origens, e precisamos analisar para quem estamos produzindo este conteúdo. Qual é o ser humano que vai se interessar em consumir esse conteúdo? Podemos falar de técnicas, estatísticas, dados, mas percebam que no final do dia voltamos ao ponto inicial, às pessoas.

É óbvio que os objetivos do Marketing de conteúdo, por mais que esteja ligado a valores e propósitos, são de gerar mais visibilidade e gerar mais lucros. E isso pode ser feito de maneira que também leve o cliente a uma transformação. Então, por que estou fazendo conteúdo? Para ser visto, ser reconhecido como autoridade na minha área, para que as pessoas tenham confiança de buscar as soluções de suas dores comigo. Só que muitas vezes quem está querendo oferecer o produto, não tem ainda repertório para oferecer isso ao cliente, não tem bagagem e está focando só na visibilidade.

Por exemplo, como no caso de um cliente meu, que estava estabelecendo metas com um coach e decidiu que queria fazer atendimentos. A meta dele era: “Quero me tornar autoridade neste assunto e ser uma referência”. Ok, mas em um mercado tão competitivo, com tanta gente que faz isso há anos, além de muito estudo, é claro, o que você tem de diferencial em seu produto que vai se destacar? Porque se tornar autoridade apenas por vontade de alimentar o ego não vai trazer algo que se destaque frente ao seu público. Não adianta falar apenas o que quer, para demonstrar o quanto sabe, mas o importante é descobrir o que o cliente quer ouvir.

Na psicanálise existe uma frase conhecida: “Quando João fala de Pedro, sei muito mais sobre João do que sobre Pedro”. Quando falo do outro, estou relatando o que vejo de mim no outro, e isso se reflete em meu conteúdo, em meu produto. 

Por isso, para trabalhar um bom conteúdo não é apenas falar do que sabe, mas ter o foco nas dores do cliente, falar sobre ele e o que pode resolver as dores dele, e não sobre si mesmo. E com um conteúdo que tenha profundidade, pois já existe muito conteúdo na Internet. O diferencial pode ser o seu ponto de vista sobre o assunto, mas de maneira a aprofundar na linguagem que o cliente entenda e que aquilo se torne mais claro para ele.

Se não tiver um conhecimento profundo sobre seu produto (e sobre si), e sobre o que ele representa no contexto do dia a dia da pessoa, não há maneira de produzir um conteúdo relevante, só para aparecer nas buscas. Existem várias técnicas e tecnologias para entender quem é a pessoa que está do outro lado, para levá-la até a intenção de compra.

Mas antes disso, é necessário dar significado a este produto, à empresa, à marca, para que seja criado um link com a mente do consumidor. Todas as nossas conexões são baseadas em relações emocionais, tudo o que fazemos é baseado em relacionamentos, e se não houver uma postura clara e precisa sobre qual o significado de sua marca, as pessoas vão projetar nelas o que elas quiserem.

Então, antes de começar a produzir conteúdo, é importante ouvir. Primeiro ouvir a si mesmo, para dar um contorno muito claro às suas intenções, à sua marca, à sua empresa, para que a imagem e a linguagem sejam o mais precisas possível para seu público, e então ouvir este público da forma mais neutra possível, entender as dores e aí sim apresentar algo que possa realmente ser um diferencial neste mar de dados em que estamos mergulhados.

Marketing na Era Digital
Mariangela Basoli
Mariangela Basoli Seguir

Terapeuta Integrativa Sistêmica, descobrindo que o Marketing tem muito mais a ver com o autoconhecimento e desenvolvimento pessoal do que imaginava...

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