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O poder da influência

O poder da influência

O marketing de influência continua na lista das principais tendências de estratégias digitais. O aumento do consumo e de usuários das redes sociais e o surgimento de novas plataformas fizeram com que pessoas se tornassem canais de mídia com KPIs mensuráveis.

Pessoas com autoridade nos seus nichos de trabalho e linhas editorias com audiência consolidada promovem alcance e engajamento para as marcas. São capazes, pelo fator humano, de gerar proximidade com conteúdo proprietário relevante.

Os influenciadores têm potencial criativo, audiência e acesso a ferramentas para realizar medições, são produtores de vídeo e desenvolvem conexões verdadeiras por histórias em diferentes canais.

Segundo pesquisa realizada pela Qualibest, eles já são a segunda fonte de informação para tomada de decisões e 76% dos entrevistados compram algo apresentado por influenciadores. Estão presentes na jornada do consumidor, sendo ponto de contato, muitas vezes decisivos, para apoiar a conversão.

Em cada etapa da jornada é interessante ter um objetivo com conteúdo diferente para que se alcance os resultados desejados. Além de pensar que, para cada etapa, pode ser selecionado um tipo de influenciador. Os influenciadores têm potencial criativo, audiência e acesso a ferramentas para realizar medições, são produtores de vídeo e desenvolvem conexões verdadeiras por histórias em diferentes canais.

Na pirâmide de influência, quanto mais próximo de celebridades, menos credibilidade teremos e, quanto mais próximos dos nanoinfluenciadores, mais veracidade teremos.

Para a mensuração, hoje a mais utilizada é a taxa de engajamento. Porém, as marcas precisam avançar nas atribuições desse canal para medir vendas. Nesse caso, o mais comum é a utilização de cupons para cada influenciador, mas existe o acompanhamento de relatórios para analisar o cruzamento de vendas com o investimento e os dias das ações com os influenciadores.

Os influenciadores celebridades geram awareness e a estratégia com micro e nanoinfluenciadores tem um potencial maior de conversão de vendas, situando-se mais ao fundo do funil de marketing. Para a recomendação dos influenciadores, é importante estudar o perfil, a linha editorial e utilizar um volume maior de nanoinfluenciadores com base no orçamento da marca para conseguir os resultados de vendas.

Além das negociações da mídia kit com formatos padrões, os profissionais de marketing podem expandir as estratégias com cocriação de conteúdo e, até mesmo, de produto gerando comunidades de brand lovers. Eles podem gerar conteúdo na própria comunidade, aumentando o potencial de earned media.

Existem métricas qualitativas e quantitativas a serem analisadas para a seleção dos influenciadores nos planos de comunicação. Após esse passo, é necessário que os profissionais escolhidos estejam embasados sobre a marca, seus produtos e serviços, experimentando-os para alcançar a autenticidade da ação. Eles devem conhecer o propósito da marca e compartilhar dos seus valores e da sua cultura.

Os objetivos mais utilizados são reconhecimento da marca, engajamento e aumento de vendas. Porém, pela capacidade de diálogo com seus nichos e interesses, pode-se trabalhar com outros objetivos, por exemplo: aumentar o consumo de um produto regionalmente, gerar proximidade com algum target, tais como os jovens, ou lançar algum produto ou serviço. Nesse caso, a mensagem e a linguagem devem ter pertinência ao objetivo a ser atingido.

É importante planejar um calendário de postagem com marcos de avaliação do sucesso da ação. Analisar a interação do público com o influenciador nas ações pode trazer insights para geração de novos conteúdos, novos produtos e serviços e definições de novas campanhas e estratégias.


 

Marketing na Era Digital
Haiane Rocha
Haiane Rocha Seguir

Gestora de Mídia e de Pessoas

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