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O que é e o que não é neuromarketing

O que é e o que não é neuromarketing

Nosso cérebro é um equipamento perfeito, em constante evolução. É ele quem comanda o funcionamento de todo o corpo, toma as decisões, processa as informações, reage e faz escolhas. E por ser ele o principal gestor do nosso organismo é que as marcas buscam aperfeiçoar os mecanismos para conquistar o aval do "senhor cérebro" e assim serem lembradas e preferidas entre tantos outros competidores no mercado.

Foi por conta da importância do cérebro no processo de decisão e de preferência do consumidor que surgiu o neuromarketing, que é a união da psicologia, neurociência e marketing, entre outras disciplinas, para entender os estímulos que levam às decisões de compra.

E isso não é à toa. Estudos relacionados ao neuromarketing comprovam que entre 85% e 95% de nossas decisões de compra são inconscientes. O desafio das marcas e produtos está em atingir o nível emocional e conquistar a preferência do consumidor, como um verdadeiro caso de amor. E daí você pergunta: onde entra a razão neste processo? Ela entra para justificar as nossas escolhas emocionais.

Se você investigar seu armário, com certeza vai encontrar algo que comprou e nunca usou, certamente porque não precisava ou agiu por impulso. Este é um clássico exemplo de como as emoções afetam nosso comportamento de compra.

Mas cuidado: estimular o simples comprar não é neuromarketing.

Lembre-se de que o marketing trata justamente de atender às necessidades e desejos do consumidor e toda empresa que busca longevidade dos negócios não planeja simplesmente vender, mas criar uma relação sustentável, que depende fundamentalmente de entender como funciona este processo.

Como aplicar o neuromarketing?

De forma simplificada, o neuromarketing visa encontrar o caminho do consumo, entendendo os impulsos e motivações das pessoas e suas reações aos estímulos externos. Diferenças culturais, sociais e até mesmo hormonais determinam os mais variados padrões de compra. Se o profissional de marketing não estiver atento aos sinais que motivam ou reprimem o consumo, pode cometer erros cruciais que comprometerão o sucesso do produto.

No entanto, não vamos deixar de lado os 99% de transpiração, já que neuromarketing não significa nenhuma fórmula mágica que vai atrair consumidores como ratos inebriados pela música do flautista de Hamelin. O objetivo do neuromarketing está muito mais ligado ao entendimento do processo de tomada de decisão pelo cérebro humano e assim obter melhores resultados na captação da atenção do consumidor. 

Existem várias formas de aplicar o neuromarketing em favor do seu negócio, algumas delas usadas já há bastante tempo. O uso das cores em embalagens, logomarcas ou anúncios por exemplo. As cores representam mais do que a construção de uma identidade visual, elas transmitem emoções e são uma forma importante de dialogar com seu consumidor.

A posição de elementos e o tipo de fonte utilizadas no seu website também podem ter melhores resultados quando apoiadas em estudos de neuromarketing, podendo ajudar a identificar como o usuário rastreia visualmente as informações na página e destacar elementos importantes da comunicação com melhores resultados.

São vários exemplos de como o neuromarketing pode ajudar a criar conexões importantes entre empresa e consumidor, criando experiências únicas e memoráveis.

O neuromarketing busca a consonância entre produto e cérebro, a partir do profundo entendimento de como indivíduos tendem a processar informações e emoções. A boa notícia é que o profissional de marketing não precisa (e não deve!) dar tiro no escuro, visto que existem muitos estudos disponíveis sobre o assunto. O importante é buscar conhecer cada vez mais os impactos, percepções e reações do consumidor diante dos estímulos e oferecer uma entrega muito mais aderente às expectativas de cada persona.

Marketing na Era Digital
Marcia Eli da Silva Marques
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Sou formada pela ESPM e tenho 30 anos de profissão. Nessa trajetória, estou sempre aprendendo e tentando me reinventar. Vejo no curso uma grande oportunidade para me preparar para o que vem por aí, seja lá o que o mercado nos apontar.

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