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Por que o futuro do marketing de influenciadores será orgânico?

Por que o futuro do marketing de influenciadores será orgânico?

Já faz algum tempo que o marketing de influência se tornou uma das principais formas de divulgação, principalmente com o boom das redes sociais na década passada. 

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Desde que a figura do influenciador digital foi descoberta, é comum vermos pessoas que eram anônimas se tornando experts e gerando relevância em diversos assuntos. Um processo muito positivo, que democratizou o acesso e deu mais poder aos usuários.

Do garoto-propaganda ao digital influencer

A figura de uma pessoa representando uma marca é uma das mais tradicionais no marketing há décadas. No mundo todo vemos celebridades, artistas e esportistas de sucesso que emprestam o rosto, a fama e — principalmente — a credibilidade para empresas e campanhas.

De certa forma, podemos dizer que o digital influencer é muitas vezes o garoto-propaganda de uma marca, principalmente no universo da internet. São figuras que falam sobre determinados produtos ou serviços para um público muitas vezes enorme.

Seja enviando "mimos", contratando para uma ação publicitária ou até mesmo convidando para um evento, um influenciador digital se tornou presença constante em qualquer campanha de lançamento para diversas marcas.

Mas para descobrir como chegamos a esse contexto e como tudo isso aconteceu, é preciso entender como surgiram os influencers e esse novo mercado.

A ascensão dos influenciadores digitais

Desde sempre as pessoas ligaram para a opinião de amigos, vizinhos e parentes. Sobre os mais diversos assuntos, principalmente quando são relacionados com algum tema que desperte interesse.

Com a ajuda da internet, esse "papel" de falar sobre algum tema para outras pessoas ganhou um nome: influenciador digital.

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São pessoas comuns, como eu e você, que se dedicam a falar sobre um determinado assunto – ou vários – e divulgar suas opiniões na internet. Quanto mais ela faz isso, mais seguidores ganha e mais forte (e relevante) a opinião dessa pessoa fica.

Além dos internautas, um outro componente percebeu o potencial de mercado dessa prática. Marcas e empresas das mais variadas notaram a força que essas pessoas tinham e passaram a se relacionar com esses influencers buscando construir relevância em torno dessa relação. 

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Como já era de se esperar, com o tempo essa gestão de marca ficou ainda mais profissional. 

Um dos principais fatores do sucesso de um influenciador digital é a naturalidade com que ele se relaciona com o público, principalmente por meio do uso de uma linguagem mais informal e livre. Além disso, a autenticidade do influencer é essencial para o seu sucesso e a contínua identificação dele com o público. É aquilo que o torna único. 

Escolha bem pensada

Quando uma empresa contrata um digital influencer ela está procurando por alguém que possa falar com mais naturalidade sobre o produto ou serviço que a empresa pretende destacar. O objetivo é usar da proximidade e da identificação que existe entre público e influencer para entregar a mensagem da marca, com mais autenticidade e sem a interrupção natural da publicidade tradicional.

Existem ações bem planejadas e com a escolha dos influenciadores bem pensada. Nesse caso, há a combinação da ação de promoção da marca com um conteúdo que faz sentido para a pauta daquele influenciador e o que ele naturalmente costuma falar. Para isso existem empresas especializadas para encontrar essas pessoas.

Mas na prática, nem sempre é assim, porque o problema não é o influencer receber para falar sobre uma marca ou empresa; o problema é isso parecer forçado ao extremo. Por isso essas ações têm que ser acompanhadas.

Quando criamos uma comunidade de nicho sobre um assunto, é importante que os influenciadores que vão falar sobre a comunidade sejam autoridades no assunto. Assim eles começam a trazer seus seguidores, que gostam do mesmo assunto para colaborar.

Esta influência orgânica representa tudo que as empresas buscam. São pessoas normais que falam sobre o que mais gostam de um jeito espontâneo e sem roteiro. Quando um amigo seu posta em uma comunidade e depois divulga em uma rede social, é porque ele realmente acredita naquilo.

Nesse momento devemos rever um dos pilares do marketing de influência: a quantidade de seguidores.

Ainda é muito comum vermos empresas e agências confundindo quantidade de seguidores com tamanho do engajamento. Na verdade, os micro influenciadores são os que geram mais resultado, mas a maioria das empresas ainda não percebeu o potencial desses criadores de conteúdo.

Pessoas com menos seguidores do que os influencers gigantes e seus milhões de fãs costumam ter uma taxa de engajamento muito maior, proporcionalmente em relação àqueles que possuem milhões. Isso reforça o poder que as marcas têm ao incentivar esses micro influenciadores que geram um conteúdo completamente orgânico. Para isso a estratégia passa pela criação de uma comunidade.

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Marcas mais atentas devem cuidar desse tipo de relacionamento e estreitar o laço com os defensores de marca. Essa postura já é vista com mais força no universo da moda, principalmente dentro do movimento hype.

Cultive os pequenos influenciadores

Sempre que sua empresa ou produto for citado positivamente por uma pessoa, principalmente um anônimo, é seu dever se aproximar e mostrar que você não apenas notou, mas também que apreciou essa atitude.

Um simples gesto ou mensagem pode fazer toda a diferença e reforçar os laços com quem já possui algum contato com a sua marca.

Essa é uma das principais tendências de marketing de 2020 e deve ganhar ainda mais força ao longo dos próximos anos, principalmente com as mudanças na relação dos grandes influenciadores digitais com o seu público.

Nesse contexto, as comunidades online surgem como um recurso essencial para quem quiser se aproveitar dessa tendência, já que elas permitem que empresas, marcas e organizações reúnam esses micro influenciadores em um mesmo espaço e possam, com isso, gerar relevância, divulgação, alcance e novos negócios.

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Quanto mais cedo as empresas perceberem isso, melhores serão os resultados obtidos por meio desse novo tipo de "influenciador". Assim como em qualquer outro movimento, aqueles que se anteciparem vão entender melhor as novas regras do jogo e sair em vantagem em relação aos concorrentes.

E você, o que acha dessa nova forma de influência digital? Faz sentido, ou é só mais um jeito de falar sobre a mesma coisa? Deixe a sua opinião nos comentários e faça parte da discussão sobre esse novo marketing.

Marketing na Era Digital
Luciano Kalil
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CEO - Duopana - Plataforma para você criar comunidades e ambientes colaborativos de produção de conteúdo.

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