[ editar artigo]

A fórmula mágica do CTA...

A fórmula mágica do CTA...

… Não existe! 

Se você procurar por “Call To Action” (e neste artigo usarei só CTA daqui pra frente) e termos relacionados como “exemplos”, “saber mais”, “como fazer”, entre outros próprios de quem quer saber mais sobre o tema, vai encontrar centenas de e-books, artigos e tópicos com dicas e sugestões. E todos muito bons, pois são realmente nascidos de experiências de empresas e profissionais do Marketing que já fizeram, testaram e trilharam o “caminho das pedras”.

Porém, você pode percorrer com muita atenção a Jornada do Cliente para criar seus próprios CTAs e sempre, mas sempre mesmo, buscar exemplos em quem entende tudo de CTA. Veja só: o CTA mais famoso do mundo não tem um botão explícito. Até tem, mas… Ele nos ensinou, intuitivamente, que depois de digitar o que queremos pesquisar, basta dar um ENTER e pronto. Ok, abaixo dele tem duas opções de botões, mas no dia a dia, nem todo mundo utiliza. Esse CTA é a página principal do Google, ela, inteira, toda branca com uma área milimetricamente pensada para você digitar qualquer coisa.

Mas como nosso tema aqui é vender de forma objetiva (apesar de que o Google entende muito de vendas), podemos nos espelhar na simplicidade absurda do CTA da Amazon. Ele nem fica forçando você a comprar. Mas quando a gente dá aquele “adicionar ao carrinho” é quase um caminho em volta. Ele vende e não há o que questionar. Aliás, a Amazon entende tanto de vender e está num patamar tão avançado, que já criou o CTA por voz, através da Alexa instalada em seus Echo Dots. Mas veja aqui este CTA. 

 

É possível construir de forma clara e objetiva, CTAs que se vinculam a cada etapa da Jornada do Cliente, se você tiver essa jornada clara em seu negócio. Talvez o grande dilema dessa construção é que são justamente os CTAs que geram dados e, por sua vez, dados interpretados transformam-se em informações que alimentam a construção da Jornada. Assim, unindo experiências vivas existentes na Internet e seguindo os passos da Jornada podemos ter bons insights.

(Dica: se você trabalha com Marketing no Digital e não criou um e-mail qualquer só para se cadastrar em tudo quanto é site, newsletter, lista e etc, você está perdendo uma chance de estudar com exemplos e de graça!)

Na jornada é mais fácil. Descoberta, consideração, compra, experiência própria e experiência compartilhada, formam cenários perfeitos para a gente usar a criatividade - requisito necessário na nossa área. E sendo assim, vamos aos exemplos:

 

Descoberta: vivo procurando cursos na Internet. Quando chego no Facebook, sou bombardeado pelo quê? Cursos. E as ofertas são de descoberta como é possível verificar neste anúncio e no seu CTA. O "saiba mais" é puro descobrimento de um curso, suas vantagens, seus conteúdos e suas vantagens.

Consideração: mas para determinadas compras, eu sou o cliente que está levando em consideração (fase de avaliação) aquilo que quero comprar. Estava esses dias procurando um celular para o meu pai e já tinha ultrapassado a fase de descoberta. Neste momento, entrou em ação o meu cadastro da Motorola me bombardeando com as possibilidades da marca e todas as suas experiências e promessas.

Compra: comprei um acessório no Magazine Luiza. Minha mãe usou minha conta para comprar itens da casa. Aqui, o Magalu quer garantir que eu aproveite mais e mais as ofertas em seu marketplace e não perde tempo: manda ver no CTA “comprar” para que eu não tenha dúvidas e repita novas ações de compra.

Experiência própria: se já sou cliente, porque não otimizar minha experiência como assinante? Netflix não quer que eu sinta quaisquer desvantagens de ser seu cliente e, quando pode, semanalmente, indica filmes para que eu avance mais e mais na a fundo na jornada e na experiência de estar na plataforma e consuma mais e mais momentos de lazer.

 

Experiência compartilhada: eu comprei uma única vez usando o Wish. Mas sempre recebo e-mails pedindo que eu aproveite ofertas e compartilhe minha experiência, pois com isso, posso ganhar até US $100. É uma tática muito usada pelas plataformas de compra nas mais diferentes dimensões: na avaliação do produto, na geração de cupons, no programa de pontos e muito mais.

Por esses exemplos (e nem todos seguem a mesma lógica da tabela inicial apresentada aqui no curso), é possível ver que criar CTAs envolve técnica, mas envolve percepções específicas da sua área de negócios e da relação que seu cliente tem como você e qual jornada que faz a partir de conhecer o seu produto, serviço ou solução. 

É claro que existem outras formas. Por exemplo, a RD Station, uma plataforma que tem boa parte de suas receitas baseadas na gestão de formulários e CTAs, expõe num e-book grátis que existem 15 modelos de CTAs que são matadores. E você pode conferi-los aqui. 

Criar CTAs é praticamente uma obrigação de todo profissional de Marketing no Digital. As do seu negócio estão mais próximas do que imagina, basta compreender corretamente a jornada e usar e abusar de um poder que o Digital oferece: o poder do teste. Testar é sempre o caminho para encontrar as CTAs que melhor convertem e proporcionam experiências positivas para o seu cliente.

Marketing na Era Digital
Alessandro Paveloski
Alessandro Paveloski Seguir

Web Analytics @ InCuca | Insider @ Marketing na Era Digital | Digital Marketing Specialist @ Udacity | Mestre em Comunicação @ Unesp | Especialista em Marketing @ FGV | Jornalista @ Unesp | Lifelong Learner @ Vida

Ler conteúdo completo
Indicados para você